terça-feira, 17 de abril de 2018

173 ZELO DO BEM

173
ZELO DO BEM
“E qual é aquele que vos fará mal, se fordes zelosos do bem?” — (1ª
EPÍSTOLA A PEDRO, capítulo 3, versículo 13.)
Temer os que praticam o mal é demonstrar que o bem ainda não se nos
radicou na alma convenientemente.
A interrogação de Pedro reveste-se de enorme sentido.
Se existe sólido propósito do bem nos teus caminhos, se és cuidadoso em
sua prática, quem mobilizará tamanho poder para anular as edificações de
Deus?
O problema reside, entretanto, na necessidade de entendimento. Somos
ainda incapazes de examinar todos os aspectos de uma questão, todos os
contornos de uma paisagem. O que hoje nos parece a felicidade real pode ser
amanhã cruel desengano. Nossos desejos humanos modificam-se aos jorros
purificadores da fonte evolutiva. Urge, pois, afeiçoarmo-nos à Lei Divina,
refletir-lhe os princípios sagrados e submeter-nos aos Superiores Desígnios,
trabalhando incessantemente para o bem, onde estivermos.
Os melindres pessoais, as falsas necessidades, os preconceitos
cristalizados, operam muita vez a cegueira do espírito. Procedem daí imensos
desastres para todos os que guardam a intenção de bem fazer, dando ouvidos,
porém, ao personalismo inferior.
Quem cultiva a obediência ao Pai, no coração, sabe encontrar as
oportunidades de construir com o seu amor.
Os que alcançam, portanto, a compreensão legítima não podem temer o
mal. Nunca se perdem na secura da exigência nem nos desvios do sentimentalismo.
Para essas almas, que encontraram no íntimo de si próprias o prazer
de servir sem indagar, os insucessos, as provas, as enfermidades e os obstáculos
são simplesmente novas decisões das Forças Divinas, relativamente à
tarefa que lhes dizem respeito, destinadas a conduzi-las para a vida maior.

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